domingo, 13 de novembro de 2011

Dreaming of you - SELENA


Essa semana, num fim de noite, com posse do controle remoto de minha tv, vi um trecho de um filme sobre latinos-americanos. Gosto de filmes com essa temática, pois não raro esboçam histórias de força e superação, mas o que me chamou atenção na cena que sintonizei na tv foi ver uma pequena garotinha cantando com seu pai.

Por arte ser meu ponto fraco (embora ainda não tenha descoberto minha vocação rsrsrsrsr), vocês já imaginam que não consegui parar de assistir o filme, e fiquei curiosa em saber o seu título. SELENA era o seu nome, contava a trajetória de uma cantora mexicana-americana, com voz e beleza incomparáveis, além do carisma contagiante.

Fiquei apaixonada pela historia que me fora envolvendo aos poucos. Perfeita! Estava na expectativa de um final tão grandioso quanto o talento da atriz principal (a linda Jennifer Lopez), porém o final de Selena não foi tão magnifico quanto eu desejava. Vitima da maldade alheia, a belíssima e talentosa cantora foi assinada. Arrancada daqueles que a amavam, o dia 31 de março de 1994 foi a data que marcou o triste fim dessa linda mulher.

Ao me debruçar em pesquisa sobre a cantora e depois do que vi no filme feito em sua homenagem, pensei na dor que a morte pode causar. Como é triste perder a quem amamos! Só quem passa por essa experiência é que sabe como é a dor da real perda e como uma esperança de vida melhor pode acalentar o coração.       

Amei as diversas canções interpretadas por SELENA QUINTANILLA PÉREZ e penso que a canção no vídeo abaixo é uma expressão de saudade perfeita quando não temos aqueles que amamos por perto.

Espero que gostem...

domingo, 23 de outubro de 2011

Uma vela para Dario

          Na semana passada, participei como monitora da I semana de estudos sobre a Lingua(gem) e Literatura, no campus XVIII da UNEB. Como mediadora da mesa de comunicações orais, contemplei a apresentação de diversos trabalhos acadêmicos, um mais interessante que o outro (quem não foi perdeu rsrsrsrs).
Destes tantos, o conto abaixo estava entre eles. Fiquei comovida em observar como tal produção textual se encaixa com riqueza de detalhes no contexto atual da sociedade em que vivemos.
De modo geral, estamos rodeados de práticas injustas e violentas, que infelizmente nos levam a agir com indiferença diante dos problemas alheios. Assim, penso que tal conto pode nos ajudar a refletir sobre nossas ações em sociedade, para que não nos tornemos apáticos o bastante para nos impedir de agir como seres humanos.
Espero que assim como eu, gostem desse texto e façam uma cenexão com as diversas leituras feitas ao longo do tempo! E não se acanhem em deixar comentários, todos serão muito apreciados!
         Boa Leitura!
 
 
 
Uma Vela para Dario

Dalton Trevisan
            Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo.
            Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque.
            Ele reclinou-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe retiraram os sapatos, Dario roncou feio e bolhas de espuma surgiram no canto da boca.
             A velhinha de cabeça grisalha gritou que ele estava morrendo. Um grupo o arrastou para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protestou o motorista: quem pagaria a corrida? Concordaram chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado á parede - não tinha os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
            Alguém informou da farmácia na outra rua. Não carregaram Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito pesado. Foi largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse um gesto para espantá-las.
           Ocupado o café próximo pelas pessoas que vieram apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delicias da noite. Dario ficou torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
            Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os papéis, retirados - com vários objetos - de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade; sinal de nascença. O endereço na carteira era de outra cidade.
            Registrou-se correria de mais de duzentos curiosos que, a essa hora, ocupavam toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investiu a multidão. Várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario, que foi pisoteado dezessete vezes.
           O guarda aproximou-se do cadáver e não pôde identificá-lo — os bolsos vazios. Restava a aliança de ouro na mão esquerda, que ele próprio quando vivo - só podia destacar umedecida com sabonete. Ficou decidido que o caso era com o rabecão.
           A última boca repetiu — Ele morreu, ele morreu. A gente começou a se dispersar. Dario levara duas horas para morrer, ninguém acreditou que estivesse no fim. Agora, aos que podiam vê-lo, tinha todo o ar de um defunto.
           Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não pôde fechar os olhos nem a boca, onde a espuma tinha desaparecido. Apenas um homem morto e a multidão se espalhou, as mesas do café ficaram vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.
            Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
            Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó, e o dedo sem a aliança. A vela tinha queimado até a metade e apagou-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.

Texto extraído do livro "Vinte Contos Menores",Editora Record – Rio de Janeiro, 1979, pág. 20.

Este texto faz parte dos 100 melhores contos brasileiros do século, seleção de Ítalo Moriconi para a Editora
Objetiva.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Amor é fogo que arde sem se ver

Luis Vaz de Camões

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade
.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Eduardo e Mônica - O filme

Amei!!!!! Simplesmente D+!!!!!!  Saudades dos velhos tempos...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Santo André - BA, recanto de lazer e tranquilidade


    Vilarejo situado no extremo sul baiano, é uma boa pedida para quem gosta de praia e muita tranquilidade. Pertencente ao município de Santa Cruz Cabrália - Bahia, Santo André é um vilarejo muito aprazível, em especial na época do verão.
       Em Santo André você pode desfrutar de uma paisagem fantástica quando nos deparamos com o encontro do rio com o mar. 
        Ao visitarmos o mar bem cedinho na manhã, é possivel admirar alguns peixes que nos dão o ar da graça, saltitando bem próximos da margem, várias espécies são possiveis de observação. Além disso, com a maré baixa, a criançada faz a festa nas piscinas naturais que são formadas próximas da divisa do rio com o mar. Simplesmente perfeito!
        As belezas naturais e a tranquilidade que o vilarejo pode nos oferecer é pouco mensionar, pois a hospitalidade dos moradores da comunidade é outro atrativo. Nos restaurantes, a maioria de frente para o rio, os visitantes podem degustar de excelentes pratos típicos enquanto contempla as belezas naturais, do rio e do mangue localizado na ilha em frente a vila. 
       O ar puro, o cheiro de maresia e o ambiente tranquilo, fazem de Santo André uma ótima pedida para os que almejam nas férias tranquilidade, belezas naturais e hospitalidade! 
      Confira, eu aprovo!